A falência
emocional das empresas
Existem momentos
em que a vida parece injusta. Uma hora em que a nossa capacidade de
resistir é empurrada para além de nossos limites. Vivemos a Era de maior
transformação de toda a história do planeta Terra. Você me pergunta: E
daí? Daí que você vive neste século e está experimentando esta dor: a
dor da mudança, que não é simplesmente física, é sobretudo emocional.
Daí que essa revolução exigirá muita coragem para sofrer. Muita
disposição ao sacrifício e renúncia. O desafio não é comercial, é
eminentemente emocional! O que vai separar a vitória da derrota é a
preparação emocional das equipes.
O choque das
mudanças traz uma série de efeitos colaterais ao ser humano. O primeiro
e mais notável é a morte emocional de uma parcela expressiva de nossa
sociedade. Morte Emocional? Reflita: "Muitos seres humanos sofrem morte
emocional e espiritual antes de deixarem os seus corpos físicos. Estou
convencido de que uma empresa nunca quebra hoje, quebra cinco anos
antes".
Essa falência não
é financeira, é emocional, espiritual.
Causa-me perplexidade a quantidade de pessoas em nosso País que estão
sendo vencidas pela rotina do dia-a-dia. Indivíduos que estão sendo
arrastados para um destino que não desejam, mas que inconscientemente
estão permitindo. São muitas pessoas, milhões. Uma verdadeira legião de
mortos-vivos!
Os mortos-vivos
são pessoas norteadas por pensamentos perturbadores, idéias tóxicas que
acabam envenenando suas mentes. O morto-vivo experimenta uma espécie de
desnutrição psicológica. É preciso garantir a nossa sobrevivência
psicológica, sobreviver fisicamente é bem mais fácil.
A segunda
conseqüência ou efeito colateral dessa revolução é o surgimento de um
outro tipo de "analfabetismo". Refiro-me ao analfabetismo emocional!
Cara feia - O
analfabeto emocional apresenta características inconfundíveis. São
pessoas que vivem num grande vazio emocional, pessoas que pouco ou nada
sentem. Pessoas de vocabulário emocional muito pobre. O analfabeto
emocional tem uma relação doentia com a empresa. Essas pessoas vivem de
cara feia. Vale lembrar que cara feia não é sinal de autoridade, mas sim
de conflitos internos -são pessoas mal resolvidas. "Cara feia é um
péssimo marketing pessoal." O analfabeto emocional anda sempre de cabeça
baixa, não sorri, explode com facilidade, é temido junto à equipe, é
incapaz de elogiar, adora flagrar os seus funcionários cometendo erros
para realizar-se e fazer o que mais gosta: aplicar uma repreensão em voz
alta nos seus subordinados.
Em sua vida pessoal, o analfabeto
emocional mostra suas limitações.
A família se
ressente de carinho, ele raramente (ou nunca) põe um filho no colo para
acariciá-lo, beijá-lo, abraçá-lo (não importa a idade), em suma, não
sabe comunicar o amor que sente. Esquece de dizer, para as pessoas que
ele gosta, frases simples como "Eu te amo"!
A boa notícia
para o analfabeto emocional é que esse "mal" tem cura. A ciência vem
provando a cada dia que o QI do indivíduo se mantém praticamente
imutável pela vida afora, sofrendo alterações desprezíveis, enquanto que
o QE evolui, melhora muito. Com o esforço, a orientação e a motivação
corretos, você pode ampliar o seu quociente emocional. Trata-se de uma
questão de escolha e não de herança genética. Decida-se: ou você é
emocionalmente inteligente ou é emocionalmente burro.
Motivar é igual a
comunicar - O final do milênio trouxe para muitos seres humanos o que
costumo chamar de Era da Melancolia, Tristeza Generalizada. A ausência
de fé em Deus é algo alarmante. Quando comparado com os aspectos
tecnológico e material, espiritualmente o ser humano não evoluiu nada. A
defasagem espiritual é assombrosa. Por essas e outras razões, a maioria
dos líderes mostra um comportamento emocional inadequado para lidar com
pessoas, eles estão espalhando medo, terror e muita incerteza junto às
suas equipes. Os líderes devem transmitir energia e não tirar o vigor da
sua equipe.
Existe uma
convergência mundial sobre a importância do líder como base de
sustentação da empresa. Ele é a alma do negócio, é quem orienta, quem
ajuda e faz o funcionário crescer ou estagnar.
A habilidade mais
valorizada do novo líder é a capacidade de motivar pessoas. Motivar é
igual a comunicar. Resume-se em informar, persuadir e inspirar. O novo
líder é um ouvinte, um comunicador, um educador -uma pessoa
emocionalmente inspiradora.
Ouça os seus
funcionários. Estabeleça como meta ouvir, no mínimo, 50% de todo o seu
pessoal. Personalize as entrevistas, chame-os em sua sala, um por um.
Com habilidade, faça-os falar. Não se trata de sessões de acusações.
Eles certamente têm idéias fantásticas de como ajudar a empresa a
crescer. Se você tem cem funcionários pode ter uma centena de novas
idéias por mês. Comunique-se, comunique-se, comunique-se. Você precisa
ser tocado, sentido, ouvido, acreditado. Lembre-se: o seu trabalho,
agora, são as pessoas. Torne-se especialista em gente.
Desejo que você
reflita sobre algumas perguntas provocativas.
· Você está sendo tudo o que pode ser?
· Você está sendo mais do que poderia imaginar?
· Você tem feito coisas das quais seus semelhantes e seus clientes
possam se orgulhar?
· Quem é você como ser humano e como profissional?
· Seu nome lembra alegria ou tristeza?
Para finalizar,
abra o seu coração e a sua mente para estas regras de ouro: Apaixone-se
pela vida. Conte suas vantagens e não os seus problemas. Não seja um
queixoso. Verifique suas amizades. Eu sou aquele com quem ando. E com
quem não ando. Junte-se aos ambiciosos e torne-se um deles. Não tente
mudar o passado. Mude o presente e o futuro. Faça o que puder, com
aquilo que você tem, onde você está. As certezas de hoje se tornarão os
absurdos de amanhã.
Sua vida e sua
empresa devem ser uma aventura empolgante, desafiadora, arrepiante, que
faça o seu sangue correr, jamais um fardo a ser carregado. Levante-se
daí agora e vá fazer a diferença na vida das pessoas. Nunca mais aceite
a mediocridade por mais de 5 minutos.
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